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Sunday, July 5, 2009

Elif Shafak


Recentemente descobri numa livraria espanhola a obra de Elif Shafak, escritora turca nascida em Estrasburgo (França), em 1971, cujas obras são autênticos bestsellers na Turquia, mas que ainda não se encontram publicadas em Portugal.
Elif Shafak tem escrito tanto em turco como em inglês. Esta faceta é fruto da sua mundividência. Ela vive actualmente entre Istambul e Tucson (Arizona, EUA), tendo vivido na juventude em Espanha e na Jordânia.
A sua obra alia os estilos ocidentais e orientais de narrar, criando narrativas simultaneamente portadoras de mensagens locais como universais. O Estado Turco acusou Elif Shafak de desrespeito aos valores da Nação Turca, tendo sido levada a tribunal.
A cidade de Istambul desempenha um papel central na narrativa de Shafak.



Apresentamos as capas das edições inglesa, turca e espanhola da obra Baba ve Piç, originalmente publicada em língua inglesa.
As três capas apresentam motivos muito diferentes. Enquanto a edição inglesa recorre aos estereótipos dos arabescos, a edição espanhola utiliza a imagem de uma mesquita a que acrescenta imaginativamente elementos criativos associados à própria narrativa. Referimo-nos ao globo vermelho incorporado no minarete da mesquita. A edição turca foge aos elementos estereotipados a que o mundo ocidental associa a Turquia e apresenta a imagem de uma romã estalada, sugestivamente erótica.




Curioso nesta obra é igualmente o título atribuído: enquanto na edição inglesa tem o título de O Bastardo de Istambul (que a edição espanhola também usa), a edição turca utiliza o título O Pai e o Bastardo.
















Saturday, February 7, 2009

Os Filhos da Meia-Noite

Os Filhos da Meia-Noite de Salman Rushdie é considerado o melhor romance do escritor britânico de origem indiana. Publicado em 1981, conta a história de Saleem Sinai, que nasceu no dia da independência da Índia, 15 de Agosto de 1947. A vida do protagosnista decorre a par da vida do seu próprio país. Trata-se de "um fresco" sobre a Índia Contemporânea.

Esta obra obteve o Booker Prize em 1981; em 1993, por ocasião do 25º aniversário deste Prémio, ela foi considerada o Booker of Bookers; e, em 2008, foi declarado o melhor romance vencedor desde prémio literário de todos os tempos.

O Prémio Booker é atribuído desde 1969 e tem distinguido nomes como Margaret Atwood, Nadine Gordimer, V.S. Naipaul, Iris Murdoch, William Golding, J.M. Coetzee, Kazuo Ishiguro, entre muitos outros.

O nome de Salman Rushdie saltou para as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo quando o regime islâmico iraniano o condenou à morte pela publicação dos Versículos Satânico.

Sunday, September 2, 2007

Ariano Suassuna - Parte I

O escritor brasileiro Ariano Suassuna, de origem nordestina, foi convidado por Jô Soares para participar no seu programa. Em três video apresentamos a participação de Suassuna no programa. Da vasta e significativa obra literária de Ariano Suassuna destaca-se a narrativa A Pedra do Reino.

Ariano Suassuna - Parte II

Esta é a segunda parte da participação do escritor Ariano Suassuna no programa de Jô Soares.

Ariano Suassuna - Parte III

Eis a terceira parte da participação de Ariano Suassuna no programa de Jô Soaraes.

Saturday, September 1, 2007

Enrique Vila-Matas

O escritor catalão explica por que motivo escreve. Vila-Matas é uma das mais importantes figuras das actuais letras espanholas e hispânicas. Trata-se de uma excelente intervenção do escritor.

Thursday, July 19, 2007

A BIblioteca Digital

As grandes inovações ocorridas desde o início da década de noventa do século passado no âmbito das novas tecnologias da informação e da comunicação proporcionaram o desenvolvimento vertiginoso das edições electrónicas, introduzindo significativas alterações relativamente ao formato, aos meios e aos canais da edição até agora predominante – a edição impressa - e antevendo, pela quantidade de inovações a entrar permanentemente no mercado, ainda mudanças mais radicais, que põem seguramente em causa a edição impressa como o principal suporte de difusão de conteúdos no futuro. Não falamos em desaparecimento da versão tipográfica, mas apenas a perda da hegemonia na difusão de conteúdos.
Assistimos na actualidade a uma autêntica “revolução”, como lhe chama Roger Chartier, um momento único na história da Humanidade no que aos meios de produção, reprodução e difusão de informação diz respeito, uma vez que presenciamos alterações diversas, a ocorrer em simultâneo, respeitantes aos planos técnico, morfológico e material do universo da edição, em que essas mudanças se associam uma às outras e entre si se influenciam. Estas alterações são tão grandes e ocorrem tão depressa que nos obrigam a questionar tudo quanto ao futuro da edição diz respeito e a questionarmo-nos também sobre a própria forma como a sociedade da informação se organizará e gerirá a informação, produzida em grande escala.
Umberto Eco fala na passagem de uma memória vegetal para uma memória mineral, no sentido em que a edição impressa – a memória vegetal -, enquanto veículo de transmissão de informação predominante ainda no presente, dará lugar aos suportes digitais – a memória mineral – no futuro.
Estas mudanças tecnológicas têm implicações e repercussões nos mais diversos âmbitos da vida política, económica, social e cultural das sociedades de informação.
As bibliotecas, enquanto instituições que estão incumbidas de recolher e conservar documentos, maioritariamente impressos, e, simultaneamente, responsáveis pela sua disponibilização ao público, sob a forma de um catálogo organizado, são profundamente afectadas por estas mudanças, que obrigam a repensar os seus objectivos, a sua natureza, a sua estrutura funcional e as suas práticas.
Mais do que um espaço de recolha e armazenamento ordenado de obras, cujo acesso a biblioteca disponibiliza ao utente, com vista a que este as pesquise para obter a informação desejada, a biblioteca digital é um recurso que faculta ao utente a informação de que ele necessita. A biblioteca deixa de ser um espaço que põe ao dispor dos utilizadores os objectos transmissores da informação – as obras – para passar a fornecer a própria informação. A biblioteca digital oferecerá ao utente serviços que facilitam a pesquisa que anteriormente este era obrigado a executar sozinho, acelerando, deste modo, a selecção da informação pertinente de entre o grande número de informação disponível.
Esta redução de tempo gasto no acesso à informação permitirá ao utilizador demorar menos tempo na concretização da tarefa que se propõe alcançar e, por outro lado, tendo o utilizador acesso à informação seleccionada, ele terá a possibilidade de aceder a mais fontes de informação do que se fosse ele a fazer toda a pesquisa. Não olvidemos que o recurso crescente às novas tecnologias da informação e da comunicação permite a qualquer pessoa, cada vez mais rapidamente, produzir conteúdos. O primeiro problema do utilizador da biblioteca é, cada vez mais, conseguir gerir tanta informação. E neste sentido competirá à biblioteca criar serviços que facilitem ao utente uma pesquisa mais acelerada. È tudo uma questão de optimizar o tempo do utente.
A estrutura física da biblioteca também sofrerá profundas alterações pelo facto de ela deixar de ser um espaço que armazena um grande número de exemplares de obras impressa, que ocupam muito espaço e cuja manutenção e disponibilização exige da instituição a contratação de pessoal técnico em número significativo, uma vez que todos os serviços prestados são realizados pelos técnicos da instituição. As obras em suporte digital ocupam uma ínfima parte do espaço e a sua manutenção e disponibilização estará a cargo de um número bastante menor de técnicos, que, com o auxílio dos meios informáticos, assegurarão todas as tarefas e serviços. A biblioteca poderá não ter existência física no sentido de um espaço aberto ao público. A biblioteca digital poderá possibilitar ao utilizador o seu acesso a ela a partir de qualquer espaço físico onde haja Internet. Deste modo, a biblioteca dissemina-se pelo espaço. Em vez do utilizador se dirigir à biblioteca e esta que vai ao seu encontro dele em qualquer espaço. Isto permitir-nos-á aceder a qualquer biblioteca mesmo que não seja a da nossa escola, do nosso bairro ou do nosso município. Qualquer indivíduo poderá aceder através do registo prévio a bibliotecas geridas longinquamente.

Wednesday, June 13, 2007

Prémio Princípe das Asturias das Artes

O cantor norte-americano Bob Dylan obteve o Prémio Príncipe de Asturias das Artes 2007, que foi divulgado este meio dia, na cidade asturiana Oviedo.

Bob Dylan, nascido, em 1941, em Duluth, no Estado do Minessota, com o nome civil Robert Allen Zimmerman, é um dos cantores mais célebres da história do século XX. Dylan é autor de hinos como Knocking on heaven's door e Like a rolling stone. Os temas Blowin' in the wind e The times they're a-changin' converteram-se nos anos 60 en slogan´s contra a guerra.
Dylan conjugou "a canção e poesia numa obra que fez escola e determinou a educação sentimental de muitos milhões de pessoas" y foi "un reflexo do espírito de uma época que buscava as respostas no viento", acrescentou o júri no veredicto , lido pelo ex-ministro de Comercio José Lladó.

Compositor, músico, escritor e poeta, as suas letras converteram-se num catalizador do mal-estar social dos Estados Unidos nos anos sessenta y coroaram-no como um dos referentes da cultura pop dos últimos cinquenta anos.

Predadores II

Mais uma vez gostaria de falar da narrativa Predadores do escritor angolano Pepetela, de que há tempos falei neste blogue.
Confesso que há bastante tempo que ando a ler esta obra, mas ainda não a li na totalidade. Mas gostaria de voltar a abordar esta obra.
De facto trata-se de uma obra espectacular de um escritor exemplar, que aborda a temática da corrupção, como o título sugere. O narrador conta-nos uma história hilariante, em que se sucedem peripécias fora de série, verdadeiramente inacreditáveis como, por exemplo, o ocorrido no Congresso do MPLA, em que VC deu testemunho da traição de um camarada prestigiado da época das lutas da independência.

Saturday, June 2, 2007

Blog Bastante Interessante

Para quem gosta de Timor e de questões relacionadas com aquela ex-colónia portuguesa, sugiro o belíssimo blog intitulado O Eça, disponível no endereço http://sebasgut.blogspot.com.

Neste blog podem encontrar-se pequenos textos que reflectem sobre a agitada vida política e social de Timor.

Não deixem de o consultar.

Monday, May 28, 2007

Feiras do Livro

Muitas são as localidades e estabelecimentos de ensino que aproveitam a época da Feira do Livro de Lisboa (e também do Porto) para promoverem igualmente feiras do livro. Trata-se, de facto, de iniciativas importantes e imprescindíveis à promoção da leitura e do conhecimento, em geral.

Ainda que muita gente apareça na televisão a dizer que não compra livros, por eles serem caros,e os editores e livreiros se queixarem publicamente que pouco vendem, é um facto que vemos muita gente nas feiras do livro a comprar.

Estou em crer que se lê em Portugal mais do se pensa. Talvez se façam até leituras muito diversificadas.

Wednesday, May 23, 2007

Predadores

O último romance do escritor angolano Pepetela - Predadores - é uma obra muito interessante. O autor regressa aos anos 90, fase em que se viveram as eleições presidenciais de 1992 e toda a trama que então se viveu. O narrador relata o quotidiano de corrupção do protagonista.

Não deixem de ler esta obra.

Wednesday, May 16, 2007

Manifesto do Bibliotecário 2.0

Neste Manifesto são-nos dados os princípios da Biblioteca 2.0, a biblioteca do presente.
Usufruam do filme e vejam as diferenças em relação às bibliotecas que ainda temos por aí.
A forma de acesso ao conhecimento é completamente diferente.

Wednesday, May 9, 2007

Jorge Luis Borges

Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa foi criada uma página dedicada ao intelectual argentino Jorge Luis Borges, disponível no endereço http://www.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/. A esta página foi dado o nome significativo de Jorge Luis Borges, o Mesmo, o Outro.
No site disponibilizam-se as obras completas do poeta e crítico e existem igualmente um espaço com textos seleccionados. Nos Ensaios, estão disponíveis um conjunto de textos de ensaistas de renome como Abel Barros Baptista e Fernando Cabral Martins.
No espaço das Ligações, temos informação de uma série de sites em diversas línguas (espanhol, inglês, francês e português).
Vale a pena consultar este site.

Saturday, April 28, 2007

La Lectrice

A pintura a óleo do artista francês Jean-Honoré Fragonard - La Lectrice - sempre me suscitou muito interesse. Trata-se de um quadro que retrata um momento de leitura por parte de uma jovem. A personagem está concentrada na leitura e envolta por um silêncio que lhe permite usufruir do texto. Do rosto da jovem transparece o gosto pela leitura.


Quando olho para esta tela não posso deixar de comparar quão diferente é esta cena da realidade actual em que os jovens dedicam tão pouco tempo à leitura, em que os jovens não valorizam a leitura enquanto fonte de conhecimento.

Vivemos numa época do ruído em que existe um medo do silêncio. Os jovens ouvem música com o som muito alto, mesmo quando utilizam fones; no cinema, o som está sempre com o volume muito alto; muitos estabelecimentos de restauração de cadeias de fast-food disponibilizam aos seus clientes o visionamento de canais de música ou cinema enquanto comem, colocando o volume do som muito alto.
Perante estes hábitos quotidianos, os jovens têm dificuldade em usufruir de momentos em que precisam de concentração para apreenderem a mensagem escrita.

O leitor é um ser activo, ao contrário do ouvinte ou do (tel)espectadores que podem sê-lo ou não.

Wednesday, April 25, 2007

Promoção da Leitura

O Ministério da Educação implementou este ano uma estratégia de promoção da leitura junto das escola a que deu o nome de Plano Nacional de Leitura.
Este ano começou pelo Pré-Escolar, 1º e 2º ciclos do Ensino Básico, devendo estender-se aos restantes níveis de ensino nos próximos anos.

No âmbito deste programa, o Ministério da Educação decidiu apetrechar as escolas com mais obras de leitura recreativa. Muitos foram os estabelecimentos de ensino que receberam verbas para adquirir essas obras. E não foram poucas as escolas, pois houve editoras que esgotaram o seu estoque.